Quem saiu do Brasil de 1964 a 2026, quem voltou para governar com Lula e o que ele disse sobre cada saída, em ordem de data e com a imprensa de cada época.
No dia em que completava 81 anos, dois dias depois de vencer o segundo turno, Lula (PT) falou a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. O assunto era o adversário que tinha acabado de derrotar. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcara para os Estados Unidos naquele mesmo dia, um dia depois de receber a ordem de entregar os passaportes.
"O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa."
A frase tinha história. Sessenta e dois anos antes, segundo uma biografia lançada em 2025, um ex-governador gaúcho cruzou a fronteira do Uruguai vestido de soldado da Brigada Militar. Trinta e quatro anos depois, ele seria o candidato a vice na chapa de Lula.
Ele não foi o único. Entre 1964 e 1979, pelo menos seis pessoas que mais tarde ocupariam ministérios e assessorias de Lula e de Dilma Rousseff (PT) deixaram o país, foram banidas ou viveram escondidas com outro nome. Uma delas voltou com outro rosto.
Este livro conta, em ordem de data, quem saiu, como saiu e quem voltou. E o que Lula disse sobre cada saída. Começa no Uruguai, em abril de 1964.
1964 a 1968
O golpe de 1º de abril de 1964 depõe João Goulart (PTB). Os atos institucionais cassam mandatos e direitos políticos. A primeira geração de exilados, segundo a historiadora Denise Rollemberg, é formada por políticos do governo deposto e é marcada por uma perseguição ainda seletiva.
Em 2 de abril, Goulart chega a Porto Alegre, desautoriza a resistência armada que Leonel Brizola (PTB), ex-governador do Rio Grande do Sul, deputado e seu cunhado, tentava organizar com o comandante do 3º Exército, e parte para o exílio no Uruguai. Brizola também vai para o Uruguai, onde fica até setembro de 1977, quando o governo uruguaio, pressionado pela ditadura brasileira, decreta sua expulsão (Migalhas). Segundo reportagem do Jornal Opção sobre a biografia escrita por Cleber Dioni Tentardini, ele fugiu disfarçado de soldado da Brigada Militar.
Miguel Arraes, governador de Pernambuco, é preso no próprio 1º de abril de 1964 e passa 11 meses em Fernando de Noronha. Em abril de 1965, o STF lhe concede habeas corpus. Solto em 25 de maio, vai direto para a Argélia, onde fica 14 anos (Fundação Perseu Abramo).
Fernando Henrique Cardoso e José Serra, que depois fundariam o PSDB, vivem no Chile nos anos seguintes ao golpe, assim como outros intelectuais. Os dois enfrentariam Lula (PT) e Dilma (PT) nas urnas (capítulo 4).
O Ato Institucional nº 5 fecha o Congresso e suspende o habeas corpus para crimes políticos. Começa a segunda leva: estudantes, artistas e militantes da luta armada.
Até ali, o regime cassava e deixava sair. Catorze dias depois do AI-5, a polícia bateu à porta de dois cantores baianos.
dezembro de 1968 a novembro de 1972
Gilberto Gil e Caetano Veloso são presos em São Paulo em 27 de dezembro de 1968, 14 dias depois do AI-5, e levados ao Rio. Soltos em fevereiro de 1969, ficam confinados em Salvador até julho, fazem um show de despedida no Teatro Castro Alves e partem para Londres (Jornal da Paraíba; JB).

O capitão Carlos Lamarca deserta do Exército com um sargento, um cabo e um soldado, levando 63 fuzis, três metralhadoras e munição numa Kombi. Era um dos primeiros integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) (BBC News Brasil, via Estado de Minas).

A VPR de Lamarca se funde com o Colina, organização de Dilma Rousseff e de Carlos Araújo, e forma a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares. Araújo é um dos dirigentes (Poder360). O ex-sargento Darcy Rodrigues, que desertou com Lamarca, disse ter conhecido Dilma na clandestinidade: "A Dilma era o meu contato" (IstoÉ Dinheiro).
Em 18 de julho de 1969, a VAR-Palmares faz a ação do "cofre do Adhemar", no Rio. Carlos Minc participa. Há versões que atribuem a Dilma a organização da operação. Ex-integrantes da organização contestam: segundo o ex-militante Celso Lungaretti, ela tinha função política e o planejamento coube a Juarez Guimarães de Brito (Congresso em Foco, 2014). Dilma afirma que nunca participou efetivamente da luta armada (Band).
Militantes do MR-8 e da ALN sequestram o embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, no Rio. O plano foi elaborado por Cid Benjamin e Franklin Martins, que queria a libertação do líder estudantil Vladimir Palmeira (Infoescola). O governo militar aceita as duas exigências: o manifesto é lido em rede nacional e 15 presos políticos são levados ao México no avião Hércules 56, já com a cidadania cassada. Entre eles, José Dirceu e Vladimir Palmeira. Elbrick é solto por volta das 20h de 7 de setembro (Vermelho; Departamento de Estado dos EUA).

Dilma Rousseff é presa em São Paulo. Depois de interrogatórios no DOI-Codi e no DOPS, vai para a ala feminina do Presídio Tiradentes, a "Torre das Donzelas". Ali divide a cela com Eleonora Menicucci, presa em julho de 1971. Fernando Pimentel fica preso de 1970 a 1973 e, segundo a IstoÉ Dinheiro, divide com Dilma o banco dos réus num julgamento militar.
A caçada a Lamarca no Vale do Ribeira passa por Eldorado Paulista. Segundo a BBC News Brasil, Jair Bolsonaro, então com 15 anos, disse que a operação o impressionou e o levou a decidir entrar no Exército.
O sequestro do embaixador alemão Ehrenfried von Holleben leva o governo a banir 40 presos para a Argélia. O embaixador é libertado em 16 de junho, no mesmo dia em que os presos seguem num Hércules da FAB para Argel. Carlos Minc está entre eles (Estado de Minas).
Ex-vice-presidente da UNE e ex-vereador de Porto Alegre, Marco Aurélio Garcia parte para o exílio no Uruguai, segue para o Chile e, depois do golpe de Pinochet, em 1973, se asila com a família na residência do embaixador do Panamá e vai para a França. Volta em 1979 (Fundação Perseu Abramo).
Tarso Genro, eleito vereador pelo MDB em Santa Maria em 1968 (Palácio Piratini), também se exila no Uruguai. Segundo o Jornal do Comércio, ele estudava Direito em Santa Maria, se envolveu com política e foi para o país vizinho até a situação ficar menos perigosa. Lá, pediu a João Goulart ajuda para ir ao Chile de Salvador Allende. Goulart disse que falaria com Darcy Ribeiro, mas a viagem não aconteceu. Anos depois, Tarso soube que o próprio pai tinha pedido a Goulart que não o ajudasse e defendido que ele voltasse ao Brasil.
Já ministro da Justiça do governo Lula (PT), contou ter passado um mês na fazenda de João Goulart durante o exílio (Vermelho).

Lamarca, que naquele ano deixou a VPR pelo MR-8, é encontrado sob uma árvore em Pintada, povoado de Ipupiara (BA), e morto com sete tiros (BBC News Brasil, via Estado de Minas).
Gilberto Gil volta do exílio em Londres.

O Superior Tribunal Militar fixa a pena de Dilma em dois anos e um mês e manda soltá-la. Ela tinha passado dois anos e dez meses presa (Estado de Minas).
Dois dos banidos daqueles anos já preparavam a volta. Um deles voltaria com outro rosto e outro nome.
1974 a 1979
O marido de Dilma, dirigente da VAR-Palmares, é libertado. Os dois refazem a vida em Porto Alegre (Poder360).
Depois do exílio em Cuba, José Dirceu volta ao Brasil com o rosto alterado por cirurgia e outra identidade e vive em Cruzeiro do Oeste (PR) até 1979 (Memórias da Ditadura). A data da cirurgia tem versões diferentes (ver "O que não se sabe").
Depois do sequestro, Franklin Martins faz treinamento em Cuba, passa uma temporada na Europa, volta ao Brasil e vive escondido até a anistia (Vermelho). Em 2007, ao assumir a Secom, resumiu: "Vivi na clandestinidade cinco anos e meio. Vivi cinco anos e meio no exílio" (Congresso em Foco).
João Goulart (PTB) morre em Mercedes, na Argentina, ainda no exílio. Em 2013, a família pediu à Comissão Nacional da Verdade que investigasse a suspeita de envenenamento (Estado de Minas).
Depois de encontrar Brizola em Lisboa, Miguel Arraes passa a defender a anistia ampla, geral e irrestrita (Gazeta do Povo).
A Lei 6.683 abre caminho para a volta dos exilados. Brizola entra pelo Brasil por Foz do Iguaçu em setembro; Arraes chega em 15 de setembro. Marco Aurélio Garcia e Franklin Martins também voltam. A Folha cobriu a campanha pela anistia dando mais espaço a Brizola, Luís Carlos Prestes e Arraes e registrou a luta dos exilados por passaporte (UFRGS).
Os que voltavam do exílio e os que tinham saído da prisão logo se encontrariam no mesmo lugar: o partido que Brizola iria fundar.
1980 a 2002
Brizola tenta recriar o PTB, perde a sigla e funda o PDT. No Rio Grande do Sul, Dilma e Carlos Araújo ajudam a fundar o partido; Araújo se elege deputado estadual pelo PDT em 1982. Em 1986, Dilma vira secretária da Fazenda de Porto Alegre na gestão de Alceu Collares (PDT). Em 1989, apoia Brizola (PDT) para presidente (Sul21; Gazeta do Povo; PUC-SP).
Em 1989, Brizola (PDT) apoia Lula (PT) no segundo turno contra Fernando Collor. Em 1994 e em 1998, Lula perde para Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que tinha vivido no Chile e na França depois do golpe.
Em janeiro de 1998, Brizola confirma que será o vice na chapa "Lula Presidente, Brizola Vice", lançada em julho em Brasília (Jornal de Brasília; PT Notícias).

Lula (PT) é eleito presidente contra José Serra (PSDB), ex-presidente da UNE que passou pela Bolívia, pelo Chile e pelos EUA durante a ditadura.
Em 1º de janeiro de 2003, o preso trocado pelo embaixador americano em 1969 tomava posse na Casa Civil.
2003 a 2016
Seis exilados, banidos ou clandestinos e três ex-presos políticos ocupam ministérios ou assessorias de primeiro escalão com Lula (PT) ou Dilma (PT).
| Nome | Na ditadura | Com Lula (PT) | Com Dilma (PT) |
|---|---|---|---|
| José Dirceu (PT) | Banido em 1969; clandestino a partir de 1975 | Casa Civil, 2003–jun/2005 | — |
| Gilberto Gil (PV) | Preso em 1968; exílio em Londres, 1969–1972 | Cultura, 2003–2008 | — |
| Tarso Genro (PT) | Exílio no Uruguai, anos 1970 | Educação, Relações Institucionais e Justiça (Justiça, 2007–2010) | — |
| Franklin Martins | Exílio e clandestinidade até 1979 | Secom, 2007–2010 | — |
| Carlos Minc | Banido para a Argélia em 1970 | Meio Ambiente, mai/2008–mar/2010 | — |
| Marco Aurélio Garcia (PT) | Exílio, 1970–1979 | Assessor especial internacional, 2003–2010 | Mesmo cargo, 2011–mai/2016 |
| Dilma Rousseff (PT) | Presa, 1970–1972 | Minas e Energia, 2003–2005; Casa Civil, 2005–2010 | Presidente, 2011–2016 |
| Fernando Pimentel (PT) | Preso, 1970–1973 | — | Desenvolvimento, 2011–fev/2014 |
| Eleonora Menicucci | Presa em 1971 | — | Mulheres, fev/2012–out/2015 |
José Dirceu deixa a Casa Civil no auge das denúncias do mensalão. Lula (PT) nomeia Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia. Na transmissão do cargo, Dirceu a chama de "companheira de armas e de lutas" (Agência Brasil; Correio do Estado).
O neto de Arraes, Eduardo Campos (PSB), é ministro da Ciência e Tecnologia do governo Lula (PT) e volta à Câmara em 2005. Em 2014, seria candidato à Presidência contra Dilma (PT).
No último dia do mandato, Lula decide não extraditar Cesare Battisti. O anúncio é feito pelo chanceler Celso Amorim (PT). O caso completo está no capítulo 6.
Catorze ex-integrantes da VAR-Palmares estão entre os convidados. Fernando Pimentel (PT) assume o Ministério do Desenvolvimento. Segundo ex-militantes, Lula brincava com Dilma e Pimentel dizendo não ter vivido aquelas experiências (IHU/Unisinos). Dilma derrotou José Serra (PSDB) no segundo turno de 2010.
Eleonora Menicucci toma posse na Secretaria de Políticas para as Mulheres, no governo Dilma (PT), e relembra no discurso o tempo de prisão ao lado da presidente (Congresso em Foco).
Dilma instala a Comissão Nacional da Verdade no Planalto, com os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, FHC e Lula convidados. Em 10 de dezembro de 2014, recebe o relatório final e se emociona (Vermelho; PT).
No último dia do mandato, Lula decidiu o destino de um italiano que tinha fugido para o Brasil. A decisão voltaria a ele dez anos depois.
1987 a 28 de outubro de 2026
Battisti entrou no Brasil fugindo de uma extradição autorizada na França e saiu do Brasil fugindo de outra.
| Data | Fato |
|---|---|
| 1987 | A Justiça italiana o condena à prisão perpétua por quatro homicídios atribuídos ao grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC); ele se declara inocente |
| fev/2004 | Foragido na França, tem a extradição autorizada pelo Conselho de Estado francês; antes da assinatura do decreto, foge para o Brasil |
| 2007 | A Itália pede a extradição; ele é preso preventivamente no Brasil |
| 2009 | O STF autoriza a extradição e deixa a palavra final com o presidente da República |
| 31/12/2010 | Lula (PT) decide não extraditá-lo, em nota divulgada por Celso Amorim (PT); a Itália convoca seu embaixador |
| 08/06/2011 | O STF decide, por 6 votos a 3, libertá-lo |
| 11/10/2017 | Michel Temer (PMDB, hoje MDB) decide revogar a condição de refugiado, à espera de um habeas corpus no STF |
| jan/2019 | A PF anuncia a prisão de Battisti na Bolívia, como foragido do Brasil |
| 20/08/2020 | Lula admite o erro e diz que pediria desculpas |
Com a prisão decretada pelo juiz Sergio Moro, Lula grava um vídeo no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC antes de se entregar à PF: "Eu poderia ter saído, poderia ter ido para uma embaixada". O vídeo é divulgado em 22 de abril (Congresso em Foco).
A embaixada aparece dos dois lados. Em 2018, Lula disse que poderia ter ido para uma. Em 2024, Bolsonaro passou duas noites em uma.
| Data | Fato |
|---|---|
| 2018 | Candidato, Bolsonaro diz que Lula poderia pedir asilo na Etiópia, episódio relembrado pelo Poder360 em 2024 |
| 30/12/2022 | Dois dias antes da posse de Lula, viaja para Orlando e não passa a faixa presidencial |
| 10/02/2023 | Em Washington, Lula diz que um dia ele vai ter que voltar ao Brasil |
| 30/03/2023 | Volta a Brasília, depois de três meses nos EUA |
| 08/02/2024 | A PF apreende o passaporte dele na Operação Tempus Veritatis, por ordem do ministro Alexandre de Moraes |
| 10/02/2024 | Segundo a PF, é salvo no celular dele um arquivo de 33 páginas, sem assinatura, com pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei, em que ele se diz perseguido por motivos políticos |
| 12–14/02/2024 | Passa duas noites na embaixada da Hungria, em Brasília, durante o Carnaval. A defesa diz que foi "para manter contatos com autoridades do país amigo" |
| 25/03/2024 | O New York Times revela a estadia; o Itamaraty convoca o embaixador húngaro |
| 20/01/2025 | À rádio Auriverde Brasil, diz que poderia deixar o país |
| 23/01/2025 | À CNN Brasil, depois de ter negada a viagem à posse de Trump: "Eu vou para a cadeia, eu não vou fugir do Brasil" |
| 07/03/2025 | Lula: "meteu o rabo no meio das pernas e fugiu" |
| 24/07/2025 | Lula: "fugiu como um rato foge" |
| 20/08/2025 | Relatório da PF revela o arquivo do pedido de asilo; a defesa nega tentativa de fuga e diz que ele nunca cogitou sair do Brasil |
Condenada no Peru, com o marido, o ex-presidente Ollanta Humala, a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro num esquema com a Odebrecht, a ex-primeira-dama não comparece à audiência e se refugia na embaixada do Brasil em Lima. O Itamaraty, do governo Lula (PT), confirma o asilo com base na Convenção de Caracas de 1954. O governo do Peru dá o salvo-conduto, e ela chega a Brasília com o filho num avião da FAB (Congresso em Foco). O Poder360 noticiou depois o custo do voo.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está nos EUA desde março de 2025. Em 26 de agosto, numa reunião ministerial, Lula diz: "Ele está adotando os Estados Unidos como pátria, negando a sua pátria" (Congresso em Foco).
Carla Zambelli (PL-SP) deixa o Brasil antes do fim do processo no STF, é condenada a 10 anos e é presa na Itália em julho. Em 13 de outubro, em Roma, Lula diz: "Ela vai pagar pelo erro que fez, ou aqui ou no Brasil" (A Tarde).
| Data | Fato |
|---|---|
| 02/06/2026 | Depois da viagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA e do encontro com Trump, Lula diz em Goiás, segundo o Portal de Prefeitura: "Todo covarde é assim" |
| 18/10/2026 | No debate da Band, Lula: "Você acha que já ganhou, você se prepare porque dia 25 você vai perder imunidade". Segundo a reportagem, disse que as investigações sobre o senador devem avançar depois da votação |
| 23/10/2026 | No debate da TV Globo, Lula: "Você e Vorcaro parecem uma coisa só". Nas considerações finais, fala em "um miliciano" governando o país; Flávio responde que nunca foi investigado por relação com milícia |
| 25/10/2026 | Lula (PT) vence o segundo turno |
| 26/10/2026 | A pedido de três deputados governistas, Alexandre de Moraes manda Flávio entregar os passaportes e o proíbe de sair do país, num inquérito sobre suposta lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz. No mesmo dia, Flávio visita o pai |
| 27/10/2026 | Flávio embarca para os EUA com a família, segundo o Metrópoles; a PF cancela os passaportes. Lula: "O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa" |
| 28/10/2026 | A PF diz que a decisão de Moraes não autorizava prisão, vigilância permanente ou outras cautelares, e que a restrição a documentos de viagem, por si só, "não caracteriza a condição de foragido" (segundo o g1) |
A PF disse que Flávio não era foragido. Na véspera, Lula tinha dito que ele devia alguma coisa. A seguir, todas as falas de Lula sobre quem sai do país, lado a lado.
o que ele disse ou decidiu sobre quem sai do país · 2010 a 2026
Eu poderia ter saído, poderia ter ido para uma embaixadaRegistro: vídeo gravado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC antes de se entregar à PF e divulgado em 22/04/2018 (Congresso em Foco).
Se nós cometemos esse erro, nós pediremos desculpasRegistro: sobre Battisti, que fugiu do Brasil, foi preso na Bolívia em 2019 e confessou os crimes (Congresso em Foco).
Um dia ele vai ter que voltar ao BrasilRegistro: à CNN Internacional, em Washington, sobre Jair Bolsonaro (PL), que estava na Flórida. Disse também que a extradição dependeria dos tribunais (Banda B).
meteu o rabo no meio das pernas e fugiuRegistro: sobre Jair Bolsonaro (PL), em evento em Minas Gerais (SBT News).
fugiu como um rato fogeRegistro: sobre Jair Bolsonaro (PL) (Diario de Pernambuco).
Ele está adotando os Estados Unidos como pátria, negando a sua pátriaRegistro: em reunião ministerial, sobre Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos EUA desde março de 2025 (Congresso em Foco).
Ela vai pagar pelo erro que fez, ou aqui ou no BrasilRegistro: em Roma, sobre Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália (A Tarde).
Todo covarde é assimRegistro: em Goiás, sobre a viagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA e o encontro com Donald Trump, segundo o Portal de Prefeitura. Fala ainda não confirmada em outro veículo.
Você acha que já ganhou, você se prepare porque dia 25 você vai perder imunidadeRegistro: a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no debate da Band (Hoje em Dia). A eleição não tira o mandato: ele segue senador até janeiro de 2027.
O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisaRegistro: sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no dia em que ele embarcou para os EUA. Na mesma fala: "E não vá dizer que não há democracia" (CNN Brasil).
Sobra a pergunta que as falas não respondem. O autor dá a sua resposta a seguir.
Cada pessoa tem uma cor própria. O sublinhado do nome indica o grupo.
Nove fios ligam os personagens entre si e ao Planalto.
Fora a palavra do autor, o livro não faz juízo sobre as pessoas. Cada fato aparece com a data, o contexto da imprensa da época e, quando há, a versão de quem é citado. Os capítulos seguem a ordem do tempo, de 1964 a 28 de outubro de 2026.